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Noites Nefastas - Capítulo 3 - Nunca Mais

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Antes leia: http://roidesmariola.blogspot.com.br/2017/03/noites-nefastas-interludio-mentes-e.html


 "Sobre Morpheus", você diz. O que quer saber sobre Morpheus? Sobre sua petulância e arrogância destemida? De sua presença maculada e fria? Ou de seu terno branco e roto? Eu tenho outra história melhor para você, se você quiser. Um Morpheus poeta e romântico. Um sofrido vampiro perdido num tempo que não vale a pena viver. Pode ser? Então vamos lá. Há anos, eu encontrei em uma velha caixa de madeira com trincos gastos uma pilha de papéis escrito a pena. As iniciais MD fizeram-me crer que seja anotações de Morpheus. Lhe mostrarei apenas uma, uma por vez:

"Parei de não tentar magoar as pessoas. Que se danem as vírgulas erradas e as concepções dúbias. Se não foi a minha intenção, não ligo para interpretações alheias. Não procuro meu lugar no céu e às vezes faço por picardia mesmo. Gosto de roubar quando jogo não pelo prazer da vitória e sim de não ser pego pela infração. Parei de…

Pólvoras e Sangue - Capítulo 4 - Liberdade Eterna

_Levanta, pai. Eles chegaram.
O homem cruzara todo o vale e montanha a pé. Vestido em rota malha outrora branca, agora marcada pelo amarelo da poeira. Ao seu lado, sua companheira.
_Papai está lá dentro. - Diz a menina, assustada. Debaixo do capuz, olhos negros e finos lábios vermelhos como um corte preciso de navalha. A desgraça parecia que rondava aquela família. Há dois anos, o pai voltara da guerra e as mazelas da guerra continuavam presentes. A morte da mãe e a doença do pai agravara.
A menina, única filha, cuidava do pai e da pequena roça que mantinham com tanto sufoco.
Ele entra. A mulher segura as mãos da menina.
_Aconteça o que acontecer, não deixe ninguém entrar. - uma voz gutural vinda de dentro do capuz.
_Mas seja breve. Nosso tempo está acabando.
Ele entra no velho casebre. A noite sem estrelas e sem lua. O silêncio mortal. O moribundo se agarra em uma linha sensível de esperança: aquele curandeiro levantara sua barraca no centro da pequena vila que circundava o monte. Seus olho…

Noites Nefastas - Interlúdio -"Mentes e Vícios"

Antes disso, leia: 
http://roidesmariola.blogspot.com.br/2017/01/noites-nefastas-capitulo-2-solidao.html




Theodoro insiste em me dizer que sou um pai deveras protetor, e que beiro o sadismo às vezes. Tenho que admitir que, como falei anteriormente, enquanto vivo, eu era um estudioso dos vícios humanos. Tudo bem, meus objetos de estudos eram os mortos, sim. Mas o que quero dizer é que há um labirinto lá fora, meu amigo. Um labirinto que faz nos acreditar que sempre percorremos o caminho correto. Sem mais, Theodoro. Você não sairá de casa esta noite, todavia, peço que dê só este passo. Apenas mais um passo.
Theodoro. Eu sei que você conhece a sociedade humana, suas leis dinâmicas, físicas e políticas, seus vícios e necessidades. Em certos aspectos, você conhece até a moralidade dogmática e ideológica dos homens, e por isso essa vontade em sair por aí. Esqueça! Você não é mais humano. Somos monstros; não importa a trilha que queira seguir, não importa o remorso latente e a sangria desse remo…

Navegar É Preciso #1

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Como diria o grande Pompeu (sim, o Pompeu, não o Pessoa), "Navegar é preciso, viver não é preciso", segue links de nosso grandioso mundo do RPG. Portanto, cruzem o umbral, invoquem o portal ou simplesmente cliquem no link:
Para downloads de matérias diversos: http://www.bibliotecaelfica.com/ http://bibliotecadogoblin.blogspot.com.br/ https://drive.google.com/drive/folders/0B78aEDL7gSnJa2JSRkJMUm5pNW8?usp=sharing*

Exemplos de aventuras: http://conclavedaaventura.blogspot.com.br/ http://eralfa.blogspot.com.br/

Diversos. Mundo Nerd e Geek http://estantedoyanker.blogspot.com.br/ http://www.memoriasdeumaguerreira.com.br/ http://www.dragoesdetitania.com/


Faltou algum aí? Mande para nós. Quer ver seu nome aqui? Mande para nós.




Linhas de Um Tempo Esquecido - Capítulo 3 - Histórias Estranhas

Antes disso, leia:
http://roidesmariola.blogspot.com.br/2017/02/o-que-se-segue-e-o-resgate-dememorias-e.html




23 de abril, 897
Tufail e eu ainda estamos alojados nessa taverna que mais parece um estábulo. Não que seja exagero de minha parte. O cheiro de cavalos adentram pelos quartos, línguas se misturam visto o odor de tantas nacionalidades e a falta de higiene. Tufail parece nada se importar. Na verdade, ele se mantém sempre alimentado. Como consegue? Eu, prefiro morrer por inanição a sujeitar-me a este tipo de alimento. Mesmo assim, aguento.  Tudo pelo plano. No canto da taverna sentados, Tufail e eu podemos perceber entre as fumaças bêbados e prostitutas romanas. Risos altos, assédios e estupros. Cavalos relincham lá fora. Estou quase desistindo. É quando minha sorte muda. Um homem de trajes nobres e botas sujas entra na taverna: "Precisamos de pessoas para trabalhar para o Conde Siouxie. Paga-se bem". O homem que anuncia o contrato era de bela aparência, vívido e repleto de …

Pólvoras e Sangue - Capítulo 3 - Uma Fuga Planejada

Antes leia:
http://roidesmariola.blogspot.com.br/2017/02/polvoras-e-sangue-capitulo-2-identidades.html

Carla desliga as pressas seus computadores, corre para a porta. Ela volta, risca rapidamente em um papel a sua frente vários números e o guarda num envelope e dali para dentro de sua jaqueta de couro. Tecla alguns números decorados no celular, uma mensagem aparece, ela espera, e mais outra: “nem tudo está perdido”. Ela apanha a chave de sua Ducati Streetfighter e sai pela porta dos fundos não antes de ouvir alguém arrombando a da frente. "Não há tempo, não há tempo", ela repete para si mesma como um mantra. Um Vectra 2.6 liga o motor quando ela passa com sua motocicleta. “Farei eu, meu tempo”. Quando não se há escolhas, o certo é seguir em frente. O sol acabara de se pôr. Pelas ruas de Brasília, ambos automóveis partem em disparada. Nenhum pode exceder os limites de velocidade. Será um jogo de quem aguenta mais. A Esplanada dos Ministérios, o Vectra em seu retrovisor. Eixão e A…

Linhas de Um Tempo Esquecido - Capítulo 2 - Início

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Antes leia: http://roidesmariola.blogspot.com.br/2017/02/linhas-de-um-tempo-esquecido-capitulo-1.html

O que se segue é o resgate de memórias e de velhos diários escritos por meu primeiro mentor, o Senhor Mímir Abmael Hastan, o mesmo que outrora eu chamava de pai. Um quebra cabeça de informações de peças sobrando, um jogo de esconde, de mistérios e de vergonha. Todo esse resgate foi possível quando um velho professor do qual não me recordo o nome, ensinou-me a fina arte da leitura mental e dos traços impressos em objetos inanimados. Embora, ao passar dos anos, as verdades surgiam e pesaram, nunca deixei de procurá-la. Deverei, então, contar a história do ponto em que conheço para o ponto de partida. Tudo começou quando encontrei em um baú de Hastan uma caderneta velha dos tempos em que se escreviam com penas. Na época, não dei a devida importância à caderneta, mas hoje vejo que a primeira pista estava ali o tempo todo, embaixo de meu nariz. Pela caligrafia, a caderneta pertencia a meu pa…